Lançamento do Livro Plano de Negócios: Um guia prático

21, janeiro, 2011 admin Sem comentários


A Antera Gestão de Recursos convida para o lançamento do livro Plano de Negócios – Um guia prático, de autoria de seu sócio José Arnaldo Deutscher, no próximo dia 17 de fevereiro de 2011, às 18:30, na Livraria da FGV, na Praia de Botafogo 190, Rio de Janeiro.

Maiores informações, contatar Sra Tayrine  – Telefone (21) 2554-8758.

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Dia do Criatec

5, janeiro, 2011 admin Sem comentários

No mês de Novembro/ 2010 o Fundo Criatec comemorou três anos de atuação, e para celebrar a data os investidores, BNDES e BNB, resolveram reunir o grupo de empresas investidas para um dia de palestras e congraçamento. Foi uma oportunidade para trocar idéias entre investidos, saber do BNDES e BNB os produtos financeiros disponíveis para as empresas e ouvir dos Gerentes Departamentais dos dois bancos suas opiniões sobre as tendências setoriais em agricultura, ciências da vida, tecnologia da informação e outros setores. Foram apresentadas palestras sobre propriedade intelectual e  sobre a Usix, primeira empresa investida em que o Fundo vendeu sua participação. No entanto, o mais importante do dia foi poder reunir um extraordinário grupo de empreendedores, cientistas e pesquisadores para que todos possam se conhecer melhor e serem conhecidos.

Fonte: Capital Semente Online.

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Hoje, 19 de outubro, é o dia da inovação!

19, outubro, 2010 admin Sem comentários

Recebemos este simpático cartão que partilhamos com todos para celebrar o Dia da Inovação.

  É o dia dedicado àqueles que cotidianamente utilizam boa parte de seu tempo, da sua criatividade e da sua força de vontade para pensar e elaborar serviços e produtos com alto valor agregado, colaborando para o desenvolvimento sustentado deste País. Ao longos dos últimos 25 anos, os mecanismos de inovação têm sido responsáveis por resultados expressivos e por colocar o Brasil em um posição ainda mais privilegiada quando se fala em criação de patentes, registros de propriedade intelectual ou de novas marcas.  

  Tal feito não seria não seria possível sem paixão das pessoas que acreditam naquilo que fazem e que enxergam na inovação não apenas um diferencial competitivo, mas o próprio motivo de sua existência enquanto empreendedores. Uma homenagem especial da equipe da Trama, que, assim como você, é apaixonada pelo mundo da inovação e há quinze anos desenvolve estratégias comunicacionais criativas e inovadoras! A Trama Comunicação  é uma das únicas agências de comunicação do Brasil especializada em inovação. Temos um núcleo exclusivo responsável por contas como Cietec – Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia e Anprotec – Associação Nacional Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos.

Mais informações sobre nossos serviços: www.tramaweb.com.br  

 Solicite uma proposta <mail to: sandra@tramaweb.com.br>

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Ebix, Inc acaba de divulgar o seguinte press release sobre a aquisição da empresa Usix Technology, empresa investida pelo Fundo Criatec.

30, setembro, 2010 admin Sem comentários

Ebix acquires rio de janeiro based insurance exchange – usix technologies

ATLANTA, GA – September 27, 2010 – Ebix, Inc. (NASDAQ: EBIX), a leading international supplier of On-Demand software and E-commerce services to the insurance industry, announced today that it has signed the agreement to acquire Rio de Janeiro-based Insurance Exchange – USIX Technologies, Inc. USIX was acquired by Sao Paulo based Ebix Latin America, the existing subsidiary of Ebix Singapore. The closing of the transaction will be completed on 28th September 2010. The acquisition is expected to be accretive to Ebix Earnings per Share (EPS).

USIX Technologies is a provider of Exchange solutions for the insurance industry in Brazil, specializing in Internet interface solutions for insurance companies and their agents. USIX portfolio of Exchange solutions includes pricing, multi-quoting for brokers, underwriting, contract binding, broker system solutions etc. in the Motor, Property and Life (individual and group life) sectors of the insurance industry in Brazil.

USIX solutions are utilized by some of the largest insurance companies in Brazil including the largest insurance carrier in Latin America – Bradesco Seguros and the 2nd largest carrier – SulAmerica. USIX’s customer base for its exchange solutions includes local names like Bacorbras, Banrisul, Porto Seguro, Brasilveiculos Seguros, HDI Seguros, HSBC, MAPFRE Seguros, and Liberty Seguros, in addition to Bradesco and SulAmerica. The Company also provides Internet based On-Demand solutions to purchase two-wheeler insurance at dealerships of Honda, Yamaha and Sundown Motors across Brazil.

USIX also is presently in the process of implementing an on-demand exchange based Broker system solution for the thousands of Brokers of Bradesco Seguros. The solution is targeted to be deployed across 30,000 brokers of Bradesco.

In total, the Brazilian insurance industry comprises around 140 companies, which range from small locally owned companies to large multi-national organizations. Currently, the total insurance market revenue is over $57 billion. This industry has been growing over the last 5 years at a 12%-15% average yearly growth rate. The Life and Retirement Annuities sector alone has grown at an average rate of 25% per annum. This acquisition marks Ebix’s entry into one of the fastest growing Property & Casualty and Life insurance exchange markets in the world. Ebix already runs an Annuity portability Exchange in Brazil that is utilized by 40 different Life insurance Companies today.

This addition to Ebix Latin America helps the Company provide end-to-end processing solutions in the Brazilian insurance markets in Brazilian Portuguese. Ebix has already finished the customization and translation of its CRM and on-demand Carrier systems services for Brazil. The acquired exchange solutions in conjunction with Ebix’s Health, Life and P&C solutions provides Ebix the ability to be the one-stop Enterprise solutions provider to any large insurance Company in Brazil.

Robin Raina, President & CEO of Ebix, Inc. said, “Brazil is one of the fastest growing insurance markets in the world today and we are keen to position ourselves early in this market. USIX has a solution set that has become the engine of distribution of sales, for many large carriers today in Brazil. USIX has on-Demand Exchange solutions that fit in tightly with our other solutions. They have a committed customer base with a strong growing revenue stream. In addition, they have solutions that can be deployed in other Latin American countries. All of that is clearly a great complement to our existing business today in Brazil.”

Robin added, “USIX has a strong owner managed senior management team with a knowledge oriented employee base. The management team had a great record of growing revenues, seemed bullish about their future and was willing to be paid a large part of the sale price in the form of a Earn out, strictly tied to year-over-year growth in revenues. We liked the solution set, the enterprise play, the recurring revenue base, and the energy levels of the management. All of that contributed to our decision-making. We believe that the transaction will be accretive to our shareholders in the short and long-term both.”

Ebix considers the size of the acquisition immaterial at present and thus did not disclose the financial details of the transaction. Ebix funded this transaction through internal sources using its own cash reserves. No Ebix shares were issued and no investment bankers were involved in the transaction.

About USIX Technology

An exchange player in the Brazilian insurance markets, the Company has been a revenue trailblazer in the local markets with three- digit year over year revenue growth. The Company provides Internet based sales solutions in an on-Demand manner to the insurance carriers and brokers in Brazil. With offices in Forte Lisa, Rio and Sao Paulo, the Company has approximately 120 employees spread across the three offices. For more information, please visit www.usix.com.br

About Ebix, Inc.

A leading international supplier of On-Demand software and E-commerce services to the insurance industry, Ebix, Inc., (NASDAQ: EBIX) provides end-to-end solutions ranging from infrastructure exchanges, carrier systems, agency systems and BPO services to custom software development for all entities involved in the insurance industry.

With 30+ offices across Brazil, Singapore, Australia, the US, New Zealand, India and Canada, Ebix powers multiple exchanges across the world in the field of life, annuity, health and property & casualty insurance while conducting in excess of $100 billion in insurance premiums on its platforms. Through its various SaaS-based software platforms, Ebix employs hundreds of insurance and technology professionals to provide products, support and consultancy to thousands of customers on six continents.  Ebix’s focus on quality has enabled it to be awarded Level 5 status of the Carnegie Mellon Software Engineering Institute’s Capability Maturity Model (CMM). Ebix has also earned ISO 9001:2000 certification for both its development and BPO units in India.  For more information, visit the Company’s website at www.ebix.com

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Opção pelo desenvolvimento de tecnologia própria.

17, setembro, 2010 admin Sem comentários

   Opção pelo desenvolvimento de tecnologia própria.

 

   Melquisedec Santos, sócio diretor da SUBSIN, está a procura de investidores para sua empresa, uma desenvolvedora de projetos de engenharia submarina para o mercado de petróleo e gás que também presta serviços de inspeção robotizada de equipamentos. O capital é necessário para levar ao mercado o Siris, um robô inovador que faz inspeção de risers, dutos que ligam plataformas a campos submarinos de petróleo, externamente, por meio de raio X. O equipamento abraça o riser, deslocando-se com a ajuda de propulsores.

   O protótipo do robô, que contou com cerca de R$ 800 mil de financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) para seu desenvolvimento, foi concluído no começo deste ano. A SUBSIN faturou R$ 1,2 milhão em 2009.

    O projeto Siris é só mais um capítulo na trajetória de inovação de Santos, que tinha para seguir uma carreira na iniciativa privada ou na academia, mas optou pelo empreendedorismo. Formado em engenharia mecânica, ele fez estágio na Petrobras após a graduação, mestrado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atuou como pesquisador bolsista na Pirelli Cabos. Antes de concluir o doutorado da Universidade de São Paulo (USP), Santos abriu uma empresa própria voltada à inspeção de instalações do setor de petróleo e gás, a Inspectronics, no Centro Incubador de Empresas Tecnológicas (Cietec).

Visão empreendedora

  Santos conta que encontrou no empreendedorismo a forma de evitar que o resultado dos seus esforços acadêmicos acabasse servindo apenas para ocupar espaço nas bibliotecas universitárias, ” Queria transformar conhecimento técnico em negócio “, diz. ” Esforcei-me muito no mestrado, mas o trabalho não resultou em algo prático. No final do doutorado, decidi criar uma empresa para levar conhecimento de ponta ao mercado. Essa deveria ser uma atitude padrão no  Brasil “, afirma.

  Em 2006, Santos mudou seu negócio para a incubadora de Empresas de Base Tecnológica do Exército (Ietex) e obteve recursos da Financiadora de estudos e projetos (Finep), com os quais montou um laboratório. ” Foi então que eu larguei outras atividades, como consultoria, e passei a me dedicar em tempo integral à empresa e à robótica.”

  Para facilitar possíveis aportes de recursos, Santos abriu em 2008 uma nova empresa, a Subsin. Com isso, seu negócio deixou de ter vínculos em dois municípios. Ele diz que a medida foi necessária devido a previsível demora para encerrar a Inspectronics, criada em São Paulo. Cassiano Neves, que era funcionário de Santos, tornou-se sócio da nova empresa e no final daquele ano a SUBSIN recebeu um aporte do CRIATEC, fundo de capital semente do Banco Nancional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  Santos tem uma visão ambiciosa para o futuro do seu empreendimento. ” Quero é que a SUBSIN seja uma referência mundial em robótica para inspeção de equipamentos. No futuro eu vejo a SUBSIN desenvolvendo robôs para outras áreas, como a militar e nuclear ”.

ATITUDE:

INOVAÇÃO

” O risco é enorme. E é preciso trabalhar muito ”, diz Santos, sócio direto da SUBSIN, que enfrentou as dificuldades inerentes ao empreedimento próprio. ” Talvez fosse mais fácil trabalhar em uma multinacional. Mas a possibilidade de desenvolver tecnologia de ponta no Brasil é algo que me motiva.”

RESULTADO

R$ 1,2 MILHÃO

Foi quanto a SUBSIN faturou no ano passado com seus serviços de engenharia submarina e de inspeção robotizada. A empresa, que possui 12 funcionários, já busca parcerias fora do país e planeja constituir  uma associação com a francesa Principia até o final deste ano.

Fonte: Jornal Brasil econômico, Terça-feira, 14 de setembro de 2010.

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Sejam bem-vindos

10, setembro, 2010 admin Sem comentários

  Ola, pessoal. Queremos, com este blog, iniciar/elaborar/expandir a discussão sobre o capital semente no Brasil. Já combinei uma participação especial de um super blogueiro, o Haim Mesel, gestor regional do Fundo Criatec em Recife, como animador das conversas e dos tópicos deste site. O Haim ja foi dono de uma “empresa internet”, a Meantime, e recentemente completou seu mestrado com uma importante tese sobre a demanda por capital semente no Brasil. Alem disto ja realizou diversos investimentos em Pernambuco e tem uma importante colaboração no trabalho do Porto Digital.

  A  Antera Gestão de Recursos, com este blog, da mais um passo no seu trabalho de desenvolver este importante instrumento de promoção e indução do desenvolvimento econômico que é o capital semente. O site Capital Semente Online já trás um material extenso que ate agora foi patrocinado pelo Fundo Criatec. Daqui para a frente queremos buscar a auto sustentabilidade para o site, mas isto somente se dará com muito trabalho e competência no assunto. A Tayrine, funcionaria da Antera, terá responsabilidade de pilotar o site. Quem quiser contribuir é so falar com ela!

  Com a palavra, Haim, que é um cara competente e antenado. Está no blog, no site, no Twitter, no Facebook e sempre em real time. De Recife para o mundo!

Abraços, Robert Binder

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” Como transformar sua idéia em produto”.

10, setembro, 2010 admin Sem comentários

Palestra proferida no programa IDEA/COPPE/ UFRJ pelo Professor Doutor José Arnaldo Deutscher.

   No mês de junho, foi apresentada a palestra proferida no programa IDEA/COPPE/UFRJ pelo Professor Doutor José Arnaldo Deutscher, que teve como tema: COMO TRANSFORMAR SUA IDÉIA EM PRODUTO.
  O Professor José Arnaldo, deu inicio a palestra com uma pequena introdução do que seria um plano de negócios, apresentou alguns tópicos relacionados ao tema e finalizou com uma relação de perguntas iniciais dos investidores.

 Fonte: www.peb.ufrj.br/noticias2010

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Amazon Dreams é noticia internacional.

10, setembro, 2010 admin Sem comentários
“O uso da inteligência na Amazônia para criar valor é o melhor instrumento contra a degradação da floresta.”
 
    Nascida em Belém do Pará, Amazon Dreams foi a primeira empresa da região norte a ser contemplada pelo Fundo Criatec de Capital Semente.
    No link abaixo, segue o vídeo em que fica demonstrado o compromisso do Criatec com a inovação, a sua aplicação prática e o enorme valor agregado que pode trazer. O uso da inteligência na Amazônia para criar valor é o melhor instrumento contra a degradação da floresta.

 

Clique no link para assistir o vídeo: Amazon Dreams é noticia internacional.

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” Se fosse mais fácil fazer negócios no Brasil, toda a sociedade se beneficiaria das inovações ”.

10, setembro, 2010 admin Sem comentários

Revista Época, edição de 2 de agosto de 2010.

 

 

   Acompanhar as mudanças nas regras dos no Brasil é uma tarefa impossível. Calcula-se que surja uma novidade dessas a cada 24 minutos, em média. Os governos federal, estaduais e municipais bem que poderiam ser menos inventivos, ao menos nessa área. “O Banco Mundial avaliou recentemente a facilidade de fazer negócios em 183 países, e fomos mal- ficamos em 129º lugar”, diz o economista carioca Robert Binder, de 64 anos. Ele administra o fundo Criatec, que tem dinheiro investido em 25 jovens empresas inovadoras. Há alguns dias, participou do 8º Congresso Brasil Competitivo, em São Paulo, a fim de discutir esse ambiente ruim para os negócios e explicar a urgência de mudá-lo.

Época – O que um país e uma sociedade ganham com inovação?

Robert Binder – Quem inova faz a vida das pessoas melhor. Invenção só se transforma em inovação quando é adotada pelo mercado. A inovação pode ser de ruptura, aquela que revoluciona, ou pode ser incremental, a que melhora um serviço ou produto já existente. Não é necessário fazer uma revolução. O cara inteligente inova e entra em outra faixa de mercado, dribla a concorrência. Você pode criar uma padaria com um pão diferente e fazer um enorme sucesso.

ÉPOCA – O Brasil inova pouco?

Binder – Para começar, em nossos centros de ciência e pesquisa não se pensava, até há pouco tempo, em desenvolver algo para ganhar dinheiro. Isso não era considerado legítimo. Agora, essa prática já começa a ser bastante difundida. Até pouco antes da Lei de Inovação (proposta inicialmente em 2000 e sancionada em 2004), nenhum pesquisador brasileiro podia trabalhar na iniciativa privada. Você barrava a possibilidade de o centro do conhecimento entrar no mercado. Falta ainda às empresas privadas entenderem esse processo e irem aos centros de tecnologia aprender e incorporar o que está se fazendo de novo. A situação histórica brasileira dificultava a inovação. As grandes empresas nasciam voltadas para interesses internacionais. Não havia interesse de desenvolver algo inovador aqui. O brasileiro é um empreendedor nato, mas não sabe usar a inovação para chegar ao mercado. Ainda não achou a fórmula.

ÉPOCA – Os entraves aos negócios atrapalham nessa área também?

Binder – Uma empresa com investimento do Criatec, a Magnamed, espera há 12 meses a aprovação pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) de um equipamento de respiração artificial. Ele já tem a marcação da União Européia, a autorização para exportar para lá, mas a aprovação aqui não saiu. O empreendedor no Brasil tem de ter uma perseverança dez vezes maior. O ambiente para a pequena e média empresa aqui é um dos mais hostis do mundo. São 120 dias para você abrir uma empresa. Nos Estados Unidos, você abre em seis minutos, pela internet. O Banco Mundial avaliou recentemente a facilidade de fazer negócios em 183 países, e fomos mal ficamos em 1292 lugar (em 2009, o Brasil havia ficado em 127″. Neste ano, caiu duas posições). A cada 24 minutos, em média, aparece uma alteração tributária . É impossível acompanhar.

ÉPOCA – Em um cenário assim, como estimular a inovação?

Binder – Investir em inovação é a medida estratégica mais importante que o Brasil pode adotar. Temos uma base privada industrial forte, mas não inovamos. É totalmente diferente do que ocorre nos Estados Unidos, no Japão. O governo tem a obrigação de entrar nessa área estimulando, do ponto de vista fiscal e de outras maneiras: pode mexer no Imposto de Renda, dar subvenções para o desenvolvimento científico, doar dinheiro a setores estratégicos, colocar dinheiro nas universidades. É importante que o governo pense em inovação em todos os setores, da resolução de problemas na favela à pesquisa espacial, como menciona o Ary Plonsky (presidente da Anprotec, associação de entidades que fomentam empresas inovadoras). Para levar a inovação ao mercado e à sociedade, precisamos das empresas. O caminho para elas precisa estar aberto.

ÉPOCA – Que outras políticas o país pode adotar?

Binder – Começa pela educação. Poucas escolas brasileiras têm o empreendedorismo no currículo. Já na escola primária americana, os alunos fazem vários exercícios voltados para o capitalismo e como ganhar dinheiro. Nós temos de fazer o mesmo e ensinar às crianças que é válido desenvolver algo novo, é legal ganhar dinheiro e que não é exploração do capital humano. Você precisa criar um conceito para que a sociedade aceite que é legítimo. Hoje, empresário parece sinônimo de exploração. Pelo contrário, é o cara que cria emprego, oportunidades e riqueza.

ÉPOCA – O que os países mais inovadores do mundo fazem?

Binder – Um bom exemplo é a Finlândia. Até dez, 15 anos atrás, era uma economia praticamente inexpressiva. De repente, a Nokia desenvolveu o celular e começou um novo mundo para a Finlândia. Surgiu um produto inovador, e eles investiram de forma pesada nisso. Hoje, a Nokia é a maior empresa do mundo nessa área e existem centenas de filhotes em torno da empresa. Tudo isso surgiu com uma idéia inovadora de transmitir dados em alta velocidade.

ÉPOCA- E na administração pública, temos bons exemplos?

Binder – A Embrapa foi uma das coisas mais importantes que apareceram no Brasil. A pesquisa da empresa e sua aplicação em nossa agricultura fizeram uma completa revolução. Hoje, somos uma das maiores potências da agricultura do mundo e seremos a maior.

ÉPOCA – A criação de fundos de investimento em inovação, como o Criatec, em resultados a mostrar. Podemos melhorar esse modelo?

Binder – Melhorar esse modelo passa por tornar o processo inteiro mais eficiente. Qual é nosso objetivo? Investir em uma empresa, alavancá-Ia, levá-Ia ao mercado e fazê-Ia lucrar. Nesse caminho, muito tem de ser melhorado. Nosso processo é muito virtuoso, pois não existe subvenção. Ele tem de dar retorno para os investidores, não é um fundo social. Ele tem dinheiro público, mas eu sou o administrador privado. Eu tenho de dar retorno para que o BNDES se interesse em fazer outro fundo. Como eu lucro? Se eu consigo fazer com que alguém compre essa empresa ou invista nela. Eu não posso ser eterno sócio porque esse fundo só vai durar dez anos. Quando o risco é muito grande, o dinheiro privado não vai sozinho. O setor público tem de mostrar o caminho. Três entre dez empresas não vão passar do terceiro ano. Mas uma vai “bombar” e pagar tudo.

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Plante uma empresa

10, setembro, 2010 admin Sem comentários
Revista Isto é dinheiro.
Guia semanal de investimentos.
 
 
 
Investir em empresas nascentes pode gerar ganhos fantásticos. E agora até pessoas físicas podem aplicar nos chamados fundos de capital semente.

 

 

   Qual a sua disponibilidade para aplicar parte de seus recursos em uma empresa que ainda nem saiu do papel? Antes direcionados para investidores institucionais, as pessoas físicas já tem a opção de participar dos fundos de capital semente, especializados em novos e promissores negócios. O retorno liquido médio para quem topa investir no inicio da operação de uma companhia tem ficado em torno de 30% além da inflação, segundo os gestores desse mercado. Um bom negócio hoje em dia. Mas, para colher esse doce fruto, é preciso plantar com cuidado e ter paciência para esperar a época da colheita. E os riscos de tempestades e terras arrasadas no meio do caminho são grandes.

   Segundo a Comissão de Valores Mobiliários, há dez Fundos de Investimento em Participações (FPIPs) registrados. Oito deles estão em operação. A Performa Investimentos, de São Paulo, oferece a possibilidade de aplicação a partir de R$ 20 mil. A Antera Gestão de Recursos, do Rio de Janeiro, quer investidores a partir de R$ 400 mil, bem como a Confrapar, de Minas Gerais. Para entrar, é preciso ser considerado investidor qualificado, ou seja, ter aplicações financeiras de pelo menos R$ 300 mil. A principal característica desses fundos é colocar uma empresa, literalmente, de pé. Os gestores garimpam bons projetos nas universidades brasileiras. Podem ser companhias para atuar no mercado de tecnologia, de bioenergia ou de fármacos, por exemplo. Não informações prévias para fazer comparações e tomar a decisão de investimento, apenas expectativas de crescimento futuro. “O histórico será criado pelo gestor com a evolução da empresa”, afirma Humberto Matsuda, sócio da Performa. O importante para atrair capital de risco é ser revolucionário. “O potencial de valorização precisa ser alto”, diz Robert Binder, sócio da Antera.
 
   Segundo os gestores, o número de projetos na praça tem aumentado. Muitos planos de negócios estão sob a avaliação rigorosa dos “jardineiros” dos fundos. Um deles é Carlos Eduardo Guillaume, sócio da Confrapar. A companhia mineira investiu em 2004 pouco menos de R$ 1 milhão na Takenet, que desenvolve toques de telefone celular. O sucesso atraiu investidores estrangeiros e a empresa foi vendida três anos depois, por R$100 milhões. Não é fácil achar jóias como essa. Cada projeto demanda pesquisa e conhecimento dos mercados. “É preciso cronometrar a análise e ser objetivo. O tempo de estudo para a viabilidade de um negócio demora quatro meses”, diz Guillaume.
  
O caso da Takenet é uma exceção. O retorno financeiro dificilmente acontece antes de sete anos. Há situações em que pode exigir 12 anos. E o gordo retorno serve para minimizar o maior risco desse investimento: a alta taxa de mortalidade. “Metade das empresas investidas pode não sobreviver até o quinto ano de vida”, alerta Binder. Para diluir riscos, os fundos de capital semente escolhem entre cinco e dez negócios. Isso também permite cuidar de perto de todos eles. Em média, a aplicação financeira varia de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por projeto. O dinheiro serve para organizar desde a criação de diretorias até a elaboração de estratégias de venda e distribuição dos produtos. As empresas se transformam em sociedades anônimas, seguem regras claras de governança corporativa e publicam balanço. “Uma equipe de conselheiros independentes ajuda na consolidação e no desenvolvimento para a companhia crescer e florescer”, diz Guillaume.
 
 
 
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