Capital Semente

10, setembro, 2010 admin Sem comentários
Revista Investidor Institucional, publicação sobre gestores, investidores e investimentos em Private Equity
Ano 1 – Nº 14 - Junho de 2010

 

   Robert Binder, sócio e CEO da Antera Gestão de Recursos S/A, fará neste mês uma apresentação em Londres, durante evento realizado pela APEX e pelo Financial Times, sobre quatro “cases” do Fundo Criatec. Trata-se do maior fundo de capital semente na America Latina, com R$ 100 milhões para investimentos, com foco em saúde humana, biotecnologia eagronegócio. Em operação desde novembro de 2007, o Criatec já aportou recursos em 20 empresas inovadoras e comprometeu cerca de R$ 40 milhões do valor global de que dispõe.

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” Criatec alcança meta de achar 24 projetos inovadores em dois anos. ”

9, setembro, 2010 admin Sem comentários
Revista Investidor Institucional, publicação sobre gestores, investidores e investimentos em Private Equity
Ano 1 – Nº 11 - Março de 2010
 
 
 
 
INOVAÇÃO
  
 
 
   Criado em novembro de 2007 com o objetivo de investir em empresas iniciantes com um produto inovador, o Fundo Criatec se encontra em uma fase de consolidação de seus investimentos. Sob a gestão de Robert Binder, sócio da Antera Gestão de Recursos, o fundo de capital semente conta atualmente com um portfólio formado pelas mais variadas empresas nacionais que vão desde a área de saúde até os softwares musicais. Sua meta inicial – fazer 24 operações em 24 meses – foi alcançada e, ao longo de dois anos, já são 18 empresas investidas e outras sete aguardando a aprovação final do comitê de investimentos.
   E não é apenas à injeção de capital que o fundo se dedica quando escolhe uma empresa para fazer parte da carteira. Ele também participa ativamente da gestão das companhias, por meio de um suporte estratégico e gerencial, auxiliando na seleção e na formação da equipe, definindo metas e acompanhando os resultados. “O fundo também é um terreno para que esses empreendedores criem um networking por meio do contato com os investidores“, afirma o gestor.
   A duração do Fundo Criatec é de dez anos e o limite do aporte é de R$ 1,5 milhão em empresas com receita anual de até R$ 6 milhões. O fundo é resultado da entrada do Banco Nacional de Deesenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no mercaado de seed capital, em parrceria com o Banco do Nordeste (BNB) . A alocação das duas instituições para a criação do fundo foi de 80% e 20%, resspectivamente, formando um volume de capital de R$ 100 milhões.
   De acordo com Binder, as oportunidades no Brasil surgem em setores nos quais o País tenha capacidade para se tornar competitivo, tais como nanotecnologia e biotecnologia. “Nós investimos em áreas portadoras do futuro”, resume o gestor.
   Os investimentos mais recentes realizados pelo Fundo Criatec foram na D’accord e na Biocancer. A primeira é uma desenvolveedora de jogos e sofftwares musicais. A empresa tem um projeto de criação de programas de instrução muical que, com o investimento do fundo, vai ser apresentado a escolas públicas e particulares. Já a Biocancer atua na área de pesquisas clínicas, desde a fase de teste em humanos até as pesquisas feitas quando o produto já está sendo comercializado.
 
                                                                            Startups
 
 
    Binder é um dos executivos mais gabaritados para falar sobre o mercado de seed capital no Brasil. Além de gestor do Criatec e sócio da Antera Gestão de Investimentos, ele é coordenador do Comitê de Empreendeedorismo, Capital Semente e Inovação da Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (Abvcap), o que o torna um grande conhecedor desse mercado. “Sempre soubemos que no Brasil existia mercado para esses investimentos, porque há muito dinheiro em circulação no País. O que dificulta as aplicações em capital semente é a falta de uma visão de longo prazo por parte do investidor brasileiro, muito por conta daqueles anos de inflação”.
  
      Para que as empresas recebam aporte do Criatec é neecessário que elas cadastrem seu projeto no site do fundo ( www.fundocriatec.com.br). Não existe outro meio de as companhias serem avaliadas e, por meio desse filtro, já foram cadastradas mais de 100 empresas.
 
      A In Vitro Cells é um exemplo. A empresa realiza testes in-vitro que determinam o efeito de fármacos e cosméticos nas células, o que signifiica a criação de uma alternativa para os testes que hoje ainda são feitos em animais. O momento é ótimo para a empresa, já que, em 2009, a União Europeia determinou o término do uso de animais como cobaias para esses tipos de teste. Espera-se que até 2013 sejam abolidos todos os testes em animais no continente e a tendência é de que a determinação seja adotada no mundo inteiro.
    Segundo Binder, o Brasil está cheio de boas oportunidades como essa ele alerta, porém, que é preciso melhorar o ambiente da pesquisa no País. “A burocracia e a tributação são fatores que impedem o surgimento das novas ideias no mercado”, opina. E é por isso ele acha importante que os investidores comecem a dar mais atenção a startups, mas sempre assumindo os riscos. “Não dá para achar que um Google vai surgira cada dia”.
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” Há US$ 11,5 bi para empresas inovadoras ”

9, setembro, 2010 admin Sem comentários

Jornal Brasil Econômico, Quinta-feira 15 de Outubro de 2009.

Entrevista ROBERT BINDER sócio-diretor da Antera.
   Pelos números da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (Abvcap) há US$ 11,5 bilhões no caixa dos fundos de investimentos à procura de empresas inovadoras. O cenário só não é melhor devido a dificuldades estruturais. Inovar no Brasil, não é fácil. Empecilhos não faltam e vão da elevada carga tributária à falta de uma visão mais ampla do governo sobre a questão.
    Para o sócio-diretor da Antera Gestão de Recursos e administrador do Fundo Criatec, Robert Binder, é necessário se criar um ambiente mais favorável à inovação. A seguir trechos da entrevista.

A crise prejudicou muito os fundos que investem em empresas inovadoras?

RB – No que diz respeito à captação de venture capital, houve queda mundial, mais isso não foi muito perceptível no Brasil. Já o estoque de dinheiro é muito bom. É mais do que suficiente para atender à demanda. Eu trabalho com capital semente e não senti nada, pois atua na base de economia, com inovação.

Qual é o total de capital disponível hoje para investir em inovação?

RB – Segundo a Abvcap, há US$11,5 bilhões disponíveis no setor. O fundo Criatec, que trabalha com capital semente (para dar início aos processos), está captado em R$ 100 milhões.
 

Quais setores mais atraem os investidores?

RB – São, essencialmente, aqueles nos quais o país é competitivo. Existe uma série de setores nos quais o Brasil é muito forte, mas aos quais agrega-se pouco valor. A exportação de commodities, por exemplo. Contudo, o Brasil se interessa cada vez menos por obter uam margem muito pequena de lucro nas vendas de produtos. Queremos valor agregado. A agroindústria é importantíssima para o Brasil, por exemplo, e por isso a área de biotecnologia é visada. Novos materiais também. Existe muita pesquisa em nanotecnologia.

O que é necessário para um empreendimento atrair investimentos?

RB - Falar em venture capital é falar em investimento de alto risco. Isso significa, consequentemente, que é necessário haver alto retorno, crescimento exponencial de faturamento. É o que compensa o risco da atividade. A inovação é muito importante. Ela é responsável pelo crescimento elevado de faturamento.

O ambiente brasileiro está propício á inovação?

RB – Todo mundo fala de inovação. Poucos realmente sabem o que ela é. Uma definição fantástica:  inovação é invenção em uso. Para por algo em circulação, é preciso haver empresas. Elas são o veículo da inovação. O governo coloca dinheiro em tudo que é lugar em nome da inovação, mas geralmente esse dinheiro não tem relação direta com o mercado. Existe uma problemática extraordinária no que diz respeito à criação de novas empresas: regime fiscal, regulamentações, patentes etc. O caminho para a inovação é muito duro. A carga tributária  incide de forma vil sobre o nascedouro das empresas. Ela sequer têm lucro e já são taxadas. Uma característica do investimento inovador é que ele não tem fluxo de caixa inicial. O imposto é extremamente pernicioso nessa hora. As autoridades precisam olhar o todo. Não se produz inovação só com subvenção. Há muitos estímulos, mas ao mesmo tempo eles ingressam em um ambiente que impossibilita o alcance do resultado esperado. É de interesse nacional que seja mais fácil inovar.

” INOVAÇÃO É INVENÇÃO EM USO. PARA PÔR ALGO EM CIRCULAÇÃO, É PRECISO HAVER EMPRESAS. ELAS SÃO O VEÍCULO DA INOVAÇÃO. “  Robert Binder
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” VC é fundamental para inovação ”

9, setembro, 2010 admin Sem comentários
Revista Investidor Institucional, publicação sobre gestores, investidores e investimentos em Private Equity
Ano 1 – Nº 4 – Agosto de 2009.
Carga tributária e legislação trabalhista são maiores dificuldades do negócio.

 

  A competitividade de um país depende diretamente da vocação de sua indústria para inovar, e os investimentos via venture capital podem alavancar o desenvolvimento dessa capacidade. A tese é de Robert Binder, fundador e ex-diretor executivo da Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP), antiga Associação Brasileira de Capital de Risco. Ele, que acumulou extensa bagagem em seus 40 anos de experiência no mercado financeiro, teve passagens por grandes empresas, como a Texaco Brasil, Chase Manhattan Bank e em diversos negócios próprios. Atualmente, é o presidente da Antera, que tem R$ 100 milhões sob gestão, e também gestor nacional do Fundo Criatec.
  Em entrevista ao caderno de participações, Binder afirmou que a indústria de private equity e venture capital é responsável por 12% da economia norte-americana e, no Brasil, responde somente por 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). ”Como temos o mesmo potencial de representação na economia que nos Estados Unidos, há espaço de sobra para crescer”, assinalou. Confira os principais trechos da entrevista.

Participações - Os investimentos em venture capital no Brasil vêm sofrendo algum impacto da crise financeira internacional ?

Robert Binder – Como o investidor de venture capital trabalha mais na base, na área de inovação e de tecnologia, acaba não sendo muito afetado por aquilo que acontece no cerne da economia, que é a produção industrial propriamente dita. E uma coisa é fato: a crise internacional afeta mais as indústrias maduras. Assim, a base da economia, onde começam os negócios, foi pouco afetada e, consequentemente, o VC também. As pessoas continuaram tendo idéias, os empreendedores seguiram sonhando, isso tudo não arrefeceu nem um pouco. Por outro lado, é óbvio que o volume de dinheiro para investimento de capital de risco está bem inferior ao que poderia ser.

Participações - E como está a captação de recursos no exterior para investimentos em empresas brasileiras?

Robert Binder – Se por um lado você tem a crise econômica, por outro há as perspectivas da economia brasileira, que são muito boas. As perdas financeiras estão sendo assimiladas lá fora e aqui dentro também. Mas é importante perceber que aqui os prejuízos estão sendo absorvidos nas indústrias de aço, na Vale, na Petrobras. Outro ponto é que os investidores que continuam operando vão redirecionar seus recursos. Em vez de ficar apostando na economia norte americana, eles vão olhar para a China, em primeiro lugar, e depois para o Brasil.

Participações - No momento, quem precisa levantar fundos por aqui tende a buscar mais recursos públicos?

Robert Binder – O que nós queremos é que o investidor privado seja o nosso principal sustentáculo, isso seria o ideal. No caso do venture capital, principalmente com o ciclo de desenvolvimento maior, das empresas em expansão, não vai haver muito dinheiro público, que deve ir mais para o setor de capital semente mesmo.

Participações – E quais as perspectivas para o setor de VC no Brasil?

Robert Binder – Sem dúvida de haver expansão -  eu fui o primeiro diretor executivo da Abvcap e só tenho visto o setor crescer ao longo do últimos nove anos. Estamos presenciando uma aceleração forte, com a entrada dos fundos de pensão em PE, e eles certamente vão chegar ao VC. Tudo isso prenuncia o fato de que essa atividade ainda não ocupa o espaço que deveria. Devemos ter um crescimento bom nos próximos anos, a perspectiva é muito animadora. A indústria de PE e VC é responsável por 12% da economia norte- americana e tem esse mesmo potencial aqui. No momento essa indústria representa somente 1,5% do PIB nacional. Ou seja, há espaço de sobra para crescer. A indústria de VC alavanca inovação, é fundamental nesse processo, é a atividade que vai criar um bom volume de inovação para o noso País.

Participações – Nesse sentido, de que maneira o venture capital pode ajudar o Brasil a superar seus problemas sociais e de desenvolvimento econômico?

Robert Binder – Principalmente por meio da geração de lucro e de riqueza. Quando se pega um produto qualquer de uma região, que foi desenvolvido ali, se cria riqueza naquele local, uma vez que há mais impostos e mais dinheiro circulando, fora os outros estabelecimentos que vão abrir na sombra daquele que foi bem sucedido. Um exemplo interessante acontece na cidade de São Carlos, no interior do Estado de São Paulo, que desenvolveu várias novidades que geram riqueza. A Opto Eletrônica São Carlos Ltda. é uma das companhias bem sucedidas da região. Ela nasceu em meados de 1985, desenvolvendo no Brasil o primeiro leitor de código de barra para uso em supermercados. O investimento em inovação e atuação em novos mercados levou a empresa a introduzir os tratamentos anti-reflexo para lentes de óculos no mercado brasileiro. Hoje, a Opto, que se beneficiou de programas de inovação, é um dos dois grandes players desse mercado, com faturamento anual na casa dos R$ 100 milhões.

Participações – Que outras iniciativas regionais poderiam se beneficiar de investimentos nessa linha?

Robert Binder – A Floresta Amazônica é um exemplo bastante interessante. O VC deveria examinar a organização da cadeia produtiva da indústria que começa a se estruturar naquela região, sustentada nos recursos de origem da floresta. Um dos casos que eu goto de citar é o da Amazon Dream, uma empresa que desenvolve produtos com a extração dos polifenóis da matéria orgânica local, para depois vender o extrato com um valor agregado altíssimo. A floresta Amazônica é riquíssima em material não explorado. Precisamos achar novas moléculas que podem criar novos rémedios, temos que aprender a preservar inteligentemente aquele sistema. Existe um projeto para criar mini usinas para gerar eletricidade em locais onde não se tem acesso a ela, por exemplo. Só precisamos fazer o impacto da tecnologia chegar até lá e o VC pode contribuir muito nesse sentido, injetando capital e acelerando os processos.

Participações – Por que os progressos brasileiros na ciência não geram mais negócios?

Robert Binder – Simplesmente porque não existe uma ligação boa entre o mercado e a ciência. São inúmeros os nossos pesquisadores, muito bem formados nos melhores centros nacionais e internacionais com dinheiro do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), competentes, mais que ficam isolados no laboratório. Não há um caminho para levar esse trabalho para o mercado.

Participações - Quais foram as principais mudanças na legislação e iniciativas governamentais para o desenvolvimento do setor de VC/PE no Brasil?

Robert Binder – A maior parte do que foi feito está na esfera federal. A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), entidade ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, vem trabalhando para fomentar o desenvolvimento industrial do Brasil, o que, por sua vez, ajuda muito no desenvolvimento do VC. Outros programas que merecem destaque são a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), com o projeto Inovar, a incubadora de fundos, o programa de subvenções, os fundos setoriais. Há também os Venture Foruns, além da Lei da Inovação e da Lei do Bem, que prevê incentivos fiscais as empresas que desenvolverem inovações tecnológicas. Tudo  isso fornece alguns incentivos para empresas inovadoras, mas eles normalmente não têm continuidade nos estados e prefeituras. O governo estimula, mas tudo fica parado, o Ibama não concede a licença e por aí vai. Pode se dizer que por um lados há alguns facilitadores e, por outro, há uma série de barreiras.

Participações - Quais as maiores dificuldades para o investidor de VC no Brasil?

Robert Binder -  Em primeiro lugar a carga tributária absurda, que consome uma boa parte dos ganhos. A forma como os impostos são cobrados é horrível – sobre o faturamento, antes de se ter um centavo de lucro sequer. O segundo problema é a legislação trabalhista, que cria um encargo enorme e uma incerteza jurídica absurda, dificultando o processo de sanfona que toda empresa tem que ter. Outro grande problema é a burocracia. Para abrir uma empresa, a burocracia é desesperadora, há mil exigências e tudo demora, ao passo que nas economias desenvolvidas se abre uma empresa em cinco segundos.

Participações - Você defende um novo modelo brasileiro de investimento em empresas nascentes inovadoras. Como seria isso exatamente?

Robert Binder – Primeiro temos que trabalhar com a realidade brasileira. O planejamento fiscal é importantíssimo e essencial dentro do nosso processo. Há ainda a necessidade vigente de se proteger a propriedade intelectual. Quase não se faz patente no Brasil. Temos que desenvolver uma fórmula mais eficiente de lidar com a questão do registro dos produtos e com as agências reguladoras, que são complexas e burocráticas.

Participações – Para que setores o VC está olhando com mais afinco no País?

Robert Binder – De uma forma geral, a agricultura é um negócio extraordinário. Somos muito competitivos no segmento de energias alternativas e no de biotecnologia, além de termos alguma coisa sendo feita em nanotecnologia.

Participações – Os fundos de pensão estão entrando mais nas  operações de VC no Brasil?

Robert Binder – Os fundos de pensão ainda estão pouco interessados em VC. Na realidade, as fundações gostam de private equity, e acabam fazendo pouco VC e quase nada de capital semente.

Participações – Por quê?

Robert Binder – Posso citar dois motivos fundamentais: os fundos de pensão normalmente investem somas muito grandes e os fundos de VC, que estão trabalhando na base da economia, assim como os de capital semente, não interessam para as fundações, já que o volume de recursos demandados é muito pequeno. Outro motivo é que quando mais você vai para o início de uma cadeia, maior o risco. Fora do Basil é assim também, tanto na Europa como nso Estados Unidos, embora o paradigma empresarial daqui seja completamente diferente do destes países.

Participações -  Quais seriam as principais diferenças de paradigma?

Robert Binder -  Uma delas é que temos empresas menos preparadas em termos de planejamento financeiro e de conhecimento de mercado, além de menos inovadoras. Nós somos um país em desenvolvimento e, consequentemente, não temos as características que são encontradas nos desenvolvidos. É comum no mundo desenvolvido que o empreendedor já tenha um plano de negócio antes de falar com o financiador, por exemplo. Aqui as grandes companhias já estão adotando a sofisticação empresarial e a governança corporativa, mais isso ainda não é comum nas pequenas.

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